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[quinta-feira, 12 de março de 2009] E ele a parou na esquina escura. Havia decidido fazer aquilo, mesmo que doesse. Sentia aquele cano de ferro frio na cintura e podia ouví-la dizendo algo para ele. Dizendo para ele se afastar, para nunca mais aparecer em sua vida.Na verdade, ele já esperava esse tipo de resposta. Por isso, havia trazido aquela arma consigo. Era a prova de que realmente a amava, era a única prova. - Você é uma pessoa legal, mas sei lá... Só amizade mesmo. - Tudo bem. - Tudo bem mesmo? - Tudo bem. Tchau. - Tchau. Ela se virou para ir embora, mas não era tudo o que ele queria. Ele apontou sua arma para ela e gritou. Ela se virou num susto e viu a arma em sua mão, ficou sem reação. Não sabia o que fazer e milhares de coisas passavam por sua cabeça. Ele só queria acabar com a vida dela porque sabia que não agüentaria encontrá-la todo o dia e saber que não rolaria. Não queria encontrá-la todo dia e era a única solução. A única maneira. - É assim que acaba, garota. - Não, não é. Não é você que estabelece os fins. - Eu te amo. - Eu não. E nem posso. Se quiser acabar com minha vida, vá em frente. - Não suportaria te ver todo dia. - Então, o problema não está em mim. Então, pela primeira vez, ele concordou com ela. No final, ela estava certa. Uma ambulância estacionou ali alguns minutos mais tarde, levando o corpo de um garoto suicida. por Renan Almeida * 20:34 ___________________ 1 Comentários |
1 Comentários:
O texto é profundo, a cena parece conhecida, mas com outros personagens em um contexto diferente...
Adorei...
Beijos amore
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